sábado, 29 de julho de 2017

Poeta








Poeta


É um homem sem adornos, sem senões,
Natural, sem disfarces, íntegro em suas convicções

Pactua-se com as palavras, que bebe com sofreguidão
E investe no sabor da sabedoria, sua melhor iguaria.

Ele não é comum e da mediocridade faz jejum.
E vomita tudo o que não lhe agrada.

Por vezes sarcástico, por vezes, sentimental,
A ironia escancarada lhe é prato natural...

E o que lhe importa é verdade ou segredo.
Muitas vezes doa ternura, que expõe sem medo.

Numa avezinha abandonada, que alimenta com doçura,
Em forma de cuidados e afagos, doando-se à criatura.

Ou na poesia que pelos poros respinga,
Como gotas de orvalho que caem sobre a flor

Delicados versos sucedem doídas explosões poéticas,
Na beleza da verve que alimenta sua fome na alegria e na dor.


Jane Moreira

Esta foi para meu primo Poeta Ulysses.