quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ocaso da bailarina







Ocaso da bailarina

Em lindos palcos dançou...
E dançou com muitos parceiros.
Ganhou flores e dinheiro,
jóias e viagens ganhou...
Uma noite, pelas voltas do destino,
dançando, foi ao chão.
Não houve mais flores...
Só dores e desilusão.

E no ocaso da bailarina,
sem a purpurina,
ficou só a lembrança:
uma rosa desbotada e ecos da dança...
E como se fosse menina,
na platéia inexistente,
vestida de cor-de rosa, dança somente
para as rosas  que ela mesma colheu...

Jane Moreira





Real 1 *Indriso*

Mote:

E embora o amor destruído
E o tanto que se sofreu
O tempo não foi perdido
A gente é que se perdeu
Mário Lago






Real

Real é a certeza
De saber que não temos defesa
Contra o tempo que vem nos julgar

É real e não faço segredo
Do nosso medo
De não podermos mais consertar

Real foi a paixão, paixão sem rumo,

Que nos perdeu na vida fora de prumo.

Jane Moreira